Por que ‘I Am Alive’ pode ser o meu jogo de 2012

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

Meus amigos, por vezes, me acham chato para tratar sobre videogames. É irônico, se você parar para pensar, uma vez que eu vivo disso e, teoricamente, sou a fonte de informação deles para qualquer coisa no ramo. Mas eles raramente estão jogando comigo porque 1) não curto jogar online e 2) não curto jogar online os jogos “da moda”. Em outras palavras, por mais que eu admire, digamos, a Konami (exemplo óbvio pra quem conhece meu currículo), você dificilmente me verá batalhando por pontos em “peladas virtuais”. Não. Minha pegada com os jogos eletrônicos é outra: eu gosto daquilo que te faz pensar, que te obriga a exercitar a massa cinzenta e desenvolver táticas de progresso incomuns.

Por exemplo, eu sempre gostei de Final Fantasy por ter que criar estratégias de combate em turnos on the go – literalmente improvisando à medida que as situações escalassem. Daí, Final Fantasy XIII instituiu o recurso “Auto Battle” e eu fiquei emputecido, já que todo o conceito de estratégia foi às favas, trocado por um simples “aperte-o-X-freneticamente-e-tudo-fica-bem”. Essa mesma cisma com o uso do intelecto nos games também vale para os jogos mais simplistas: um shooter simples como Crysis 2 demanda de certa estratégia para transpor obstáculos, enquanto Battlefield e Modern Warfare punem o jogador mais incauto (tipo aqueles com complexo de Rambo – “sai correndo e atira em tudo que se mexe”) com uma inteligência artificial tenaz, que contra-ataca os pontos fracos do estilo de jogo.

Daí entra em cena I Am Alive

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Você já mentiu sobre seus gostos?

Festa. Situação amável, com música, bebida e amigos. Também nesse ambiente temos novas pessoas, que podem se tornar novos amigos e…enfim…em uma dessas ocasiões, por uma razão ou outra, eu me vi envolto por pessoas às quais nunca fui antes apresentado. Não querendo ser o bocó caladão do grupo (e cara de pau como eu sei que sou) tratei logo de me enturmar e, sem muita demora, tais pessoas começaram a questionar-me sobre minha vida profissional.

“Konami? Hmmm…não conheço,  não. É o quê?” – me disse um rapaz cujo rosto eu realmente não me lembro.

“Video games. Manja? PlayStation, Xbox…curte futebol? Já jogou ‘Winning Eleven’”? – eu disse.

“AAAAAAAAAAHHHHH agora eu sei qual é! Desculpa, eu conheço pouco disso aí, mas comprei um Wii para a minha filha e vivo jogando com ela. Gosto daqueles jogos mais ‘de festa’, sabe?”

Foi exatamente nesse momento em que o grupo inteiro começou a falar de jogos festivos, sobre como eles são divertidos, bobos, coloridos e mais um sem-número de adjetivos que não me cabe citar: Wii Sports era unânime (provavelmente por ele vir junto com o console, no momento em que você compra), mas os clássicos “Mario-nome-do-esporte” (Mario Tennis, Mario Kart, “Aquele do Mario com o bicho azul) também figuraram nos exemplos.

Foi então que veio a inevitável pergunta, a qual eu ingenuamente torcia para que não me fizessem: “E você, Rafa? Curte jogos festivos?”

Chilique interno chegando: eu não queria ser o cara que responderia a esta pergunta com um sonoro “nem fodendo”, inevitavelmente tendo que explicar que “prefiro coisa mais trabalhada, mais estratégica, tipo Final Fantasy, Metal Gear Solid, Splinter Cell, The Darkness…já jogaram Darkness? É baseado na série de quadrinhos que era feita pela TopCow…já ouviram falar? Não? Sério? Bom, enfim…em Darkness, você é um gangster da máfia italiana moderna que está sendo caçado pelos seus próprios camaradas. A pegada do jogo é bem soturna, obscura…e você tem esses poderes demoníacos por causa de uma entidade infernal que vive dentro de você e se manifesta através de cobras negras, com olhos bem vermelhos….dá até para você arrancar os corações dos inimigos que você abate com tiros, sabe? Ah, tem um novo desse chegando aí…”

É, definitivamente, eu não quero ser essa pessoa.

Especialmente porque tenho ciência de que nem todo mundo conhece esse ramo do jeito que eu conheço. Mais além, nem todo mundo gosta desse segmento da mesma forma que eu (convenhamos, eu ganho a vida com isso). Em resumo, cada pessoa ali tinha o direito de gostar desses jogos festivos, independente da minha posição quanto a eles. Então, eu respirei fundo, mandei mais uma(s) para dentro e menti. Eu sei também que perdi uma oportunidade de ouro de falar em detalhes sobre como funciona o mercado de jogos eletrônicos, quais jogos vendem mais, quais jogos vendem menos, o público-alvo de cada jogo….enfim, dar o insight do ramo e “evangelizar” novos jogadores.

Mas, convenhamos, era uma festa, né?

Recado às empresas e jornalistas de games

É pauta comum em praticamente todos os sites gringos de notícias de games: sempre tem, e se não tver, há de ter, um vídeo com o nome Unboxing nele. Antes de começar a reclamar da vida, algo que faço muito bem, obrigado – vale a explicação do que é o unboxing: trata-se de um post em qualquer site/blog onde se publica um vídeo de alguém da sua equipe abrindo a caixa de algum item recebido pelo correio. Um exemplo disso está nesse link aqui: um unboxing de Bioshock 2, jogo super antecipado que está sendo lançado pela 2K Games.

Agora, sabe por que eu disse “todos os sites GRINGOS de games”? Porque isso é algo praticamente impossível de ser visto aqui no Brasil. E é sobre isso que quero falar nesse post, então, por obséquio, clique no link abaixo, sim?

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Ganhe uma cópia de Dragon Age: Origins!

Você conhece o Select Game? É um blog/site de games chefiado pelo Rodrigo Flausino, um gamedev e blogueiro lá de Varginha/MG.

Pois é, o cara tá com uma promoção bacana lá no site dele: você pode ganhar uma cópia de Dragon Age: Origins, aquele RPG pra PCs ultra-violento, com cenas de sexo que a BioWare desenvolveu.

Você tem que criar uma história aos moldes de um RPG e seguir os procedimentos descritos no Select Game. A mais bacana, lógico, leva p game.

A explicação da promoção pareceu defasada? É a preguiça. Faz assim: clique aqui, acesse o Select Game e dá um pageview pro cara.