
Depois de detonar na MTV há alguns anos, a roqueira baiana sumiu do meu radar. Mas agora existe a chance dela voltar ao estrelato. Será que rola? Saiba mais no link abaixo. Continue lendo

Depois de detonar na MTV há alguns anos, a roqueira baiana sumiu do meu radar. Mas agora existe a chance dela voltar ao estrelato. Será que rola? Saiba mais no link abaixo. Continue lendo
Sou metaleiro e propenso amante do rock gótico. Nos meus idos 15 anos, usava maquiagem na cara e me enfiava na Galeria do Rock, no centro de São Paulo, um verdadeiro reduto para adolescentes matadores de aula como eu. Sendo assim, há quem pense que a morte do Rei do Pop, ocorrida nesta última quinta-feira (25/06/2009), por motivo de parada cardio-respiratória, nada significasse para mim.
Ledo engano. A grande verdade é que a figura que Michael Jackson representava para mim era algo que chamo de “Indiferença a um ícone”. Explico: MJ sempre esteve naquele cantinho, visível para mim e para o mundo. Eu sabia que ele estava ali e que dali ele não sairía. Não dava a mínima, mas sabia que , se olhasse para aquele canto, viria suas plásticas e escândalos de pedofilia eternizados em manchetes sensacionalistas.

Agora que ele se foi, não posso evitar de sentir que algo está faltando. Não tenho mais aquela segurança de saber que aquele cara para quem não dava a mínima não está mais por perto. Michael Jackson morreu. Sua vida se acabou quando tinha 50 anos, idade incrivelmente tenra para quem fazia o que ele fazia. E agora?

Agora, eu digo, me pego cantando mentalmente músicas dançantes como Thriller e Beat It. É, acho que a influência do cara não era pouca coisa. Se um doente do metal como eu conseguiu ficar abalado pela morte do eterno ícone, é porque o legado que o Rei do Pop tinha para com o mundo do entretenimento merecia o devido respeito por todas as vertentes da música, mesmo aquelas que mais o repudiavam.
Adeus, Michael, sua falta será sentida.
Foi em 1996. Eu tinha 9 anos e não existia no coração a mínima pretensão de ser jornalista. Na ocasião, acordei umas oito ou nove da manhã – horário padrão para quem estudava à tarde em colégio de freira. Pensei que meu pai estava, como de costume, tirando um sarro da minha cara quando disse que “o avião dos caras caiu na Zona Norte”. Só depois de uma hora, mais ou menos, é que vi a notícia do SBT.
Hoje tenho a noção do impacto que a morte dos Mamonas Assassinas, grupo musical dos anos 90 que fez fama com letras de duplo sentido, causou no país. Para se ter uma idéia, a Globo, o SBT e a Record pararam a programação diária para abordar todo e qualquer detalhe que tivesse relação com o incidente – o qual hoje sabemos se tratar de burrice do piloto, que ignorou o procedimento padrão e resolveu dar de cara com a Serra da Cantareira. Todos os ocupantes morreram, e a (curta) vida do vocalista Dinho (Alecsander Alves), do guitarrista Bento (Humberto Hinoto), do tecladista Júlio Rasec (Júlio César, cujo segundo nome foi posto de trás para frente) e dos irmãos Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) e Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira), respectivamente baixista e baterista da banda.
Os Mamonas Assassinas conseguiram um recorde histórico na música: vender 1,8 milhão de cópias de seu único disco, NA PRIMEIRA SEMANA DE LANÇAMENTO. Nem mesmo a Sua Majestade, Roberto Carlos, conseguiu tamanho feito. A ascensão astronômica do grupo veio por causa das letras, em tom satírico e de óbvio duplo sentido, mas em uma abordagem mais infantil. Um verdadeiro sucesso da época em que CD era coisa de bacana e as memoráveis fitas K7, com seus problemas de enrolar fio e consertar com lápis (a fita enrolava,a música travava, você abria o aparelho, tirava a fita, colocava um lápis no buraquinho e girava pra voltar a funcionar…não me façam pensar que tô velho…), eram a moda do mercado fonográfico.
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Sabe quando você entra em um restaurante, faz o seu pedido, e leva uma eternidade para que ele dê as caras na sua mesa? Seja pelo cozinheiro que fica ensebando lá atrás, seja pelo garçom que perdeu o papel com a anotação do seu pedido, é fato: todo brasileiro acaba na obrigação de esperar mais do que o necessário pelo seu almoço em um restaurante.
Foi assim com Guns ‘N Roses: em 24 de novembro de 2008, o álbum Chinese Democracy, popularmente conhecido como “o disco eternamente adiado”, veio a público. E não da forma mais convencional: as músicas vazaram na internet poucos dias antes do lançamento oficial. E não foi nenhuma “especialidade da casa”.
A grande verdade é que, depois de mais de uma década de espera, Axl Rose (hoje o único “Gun and Rose” do grupo) resolveu lançar o prato principal que todos nós desejávamos, e vejam só que surpresa, ele veio frio, sem gosto, sem sal, totalmente destemperado.
Chinese Democracy não é um disco ruim, ele só não é Guns ‘n Roses, e não, não digo isso por achar que seria como antigamente: Slash não quer ver Axl nem pintado, e ao lado de Duff e Matt, está ocupado demais tentando achar um novo vocalista para o Velvet Revolver (esse sim, um banco de quase cinquentões que pode dar certo). Não tem aquela alma, aquela vontade, aquela pegada hardcore que caracterizou Axl Rose, hoje com tererê no cabelo, como um dos mais influentes vocalistas do mundo.
Esperávamos um arrasa-quarteirão, mas ganhamos de Natal um disco que não consegue nem derrubar um tijolinho de praça em reforma. A constante troca de músicos, aliada à espera e todo o hype que o próprio Axl fez o desfavor de criar em cima do disco, contribuiu para que quem fosse mais chato (leia eu) caísse de braço, criticando um trabalho que não só poderia, mas deveria ter saído melhor.
O disco está até mesmo proibido de rodar na China, por motivos que não me cabem falar aqui. Pelo andar da carruagem, é seguro dizer que a espera ainda vai continuar…