Por que ‘I Am Alive’ pode ser o meu jogo de 2012

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

Meus amigos, por vezes, me acham chato para tratar sobre videogames. É irônico, se você parar para pensar, uma vez que eu vivo disso e, teoricamente, sou a fonte de informação deles para qualquer coisa no ramo. Mas eles raramente estão jogando comigo porque 1) não curto jogar online e 2) não curto jogar online os jogos “da moda”. Em outras palavras, por mais que eu admire, digamos, a Konami (exemplo óbvio pra quem conhece meu currículo), você dificilmente me verá batalhando por pontos em “peladas virtuais”. Não. Minha pegada com os jogos eletrônicos é outra: eu gosto daquilo que te faz pensar, que te obriga a exercitar a massa cinzenta e desenvolver táticas de progresso incomuns.

Por exemplo, eu sempre gostei de Final Fantasy por ter que criar estratégias de combate em turnos on the go – literalmente improvisando à medida que as situações escalassem. Daí, Final Fantasy XIII instituiu o recurso “Auto Battle” e eu fiquei emputecido, já que todo o conceito de estratégia foi às favas, trocado por um simples “aperte-o-X-freneticamente-e-tudo-fica-bem”. Essa mesma cisma com o uso do intelecto nos games também vale para os jogos mais simplistas: um shooter simples como Crysis 2 demanda de certa estratégia para transpor obstáculos, enquanto Battlefield e Modern Warfare punem o jogador mais incauto (tipo aqueles com complexo de Rambo – “sai correndo e atira em tudo que se mexe”) com uma inteligência artificial tenaz, que contra-ataca os pontos fracos do estilo de jogo.

Daí entra em cena I Am Alive

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The Wanted: Weapons of Fate

thewanted1Baixei na PSN a demo de The Wanted: Weapons of Fate, e sinceramente achei curta demais. Mas um outro fato me chamou a atenção: consultei outros colegas que baixaram a mesma versão demonstrativa e todos, por unanimidade, acharam o negócio muito ruim, de dar pena mesmo. Já a minha opinião foi diferente…será que eu tô facilitando?

Sempre fui conhecido por pegar pesado mesmo naqueles jogos que tinham todos os motivos para serem incontestavelmente maravilhosos – Street Fighter IV é o melhor exemplo – mas agora com The Wanted o quadro se inverteu: concordo quando dizem que os gráficos são feios demais, só um pouquinho superiores ao PS2, e também com alguns momentos em que a jogabilidade parece meio plástica, mas porra, meu…só eu que fiquei interessado? Só eu? Euzinho? Nem unzinho?

Vi análises em portais vendidos conceituados da imprensa dos videogames que o jogo era só elogios, e pela primeira vez na minha vida, achava que estava sendo a favor ao invés de ser costumeiramente do contra. Gozado…qual não foi a minha surpresa ao ver que eu estava de fato nadando contra a maré ao saber que meus colegas de trabalho – e amigos pessoais – não compartilharam do meu gosto.

Aliás, acho que isso dá pauta…vou criar uma enquete perguntando se você curte jogo ruim, e se sim, qual seria…quem sabe não acho alguém que pense igual a mim, né?