Nerds precisam transar mais e reclamar menos

Ontem, 21 de julho, tivemos dois fatos extremamente importantes para o mercado nacional de video games: a PlayStation Store enfim ganhou a sua versão brasileira, enquanto World of Warcraft, o maior MMORPG do mundo, com 12 milhões de usuários, finalmente ganhou a sua versão em português nacional, dublado e legendado, com direito a evento de lançamento e executivos da Activision Blizzard em território local. Ambos eventos marcam o crescimento constante de nosso potencial, ante à comunidade internacional, constituída de desenvolvedores, produtores, artistas, empresários, investidores e, sim, você, fã.

Entretanto e como tudo na vida, sempre tem aquele que gosta de botar defeito em tudo por causa de um ou dois pormenores que, vai saber a razão, destacam-se mais aos seus olhos que todos os benefícios oferecidos. Gente que reclama da PSN não fazer sincronização com contas norte-americanas previamente criadas – como a minha – ou que WoW demorou anos para chegar aqui

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Criminosos britânicos usam o PS3 para ordenar…crimes

Tá legal, isso já tá ficando ridículo…a Serious Organized Crime Agency, do Reino Unido, elaborou e divulgou um relatório que indica o uso de consoles PlayStation por membors do crime organizado que já estão presos. É isso mesmo: os caras já estão quebrando pedras em prisão perpétua, mas ainda “dão seus tecos” por aí.

E como isso rola? Bom, aparentemente, eles têm acesso à jogatina online via PlayStation Network. Evidentemente previsível, a interatividade e o fato de você se relacionar com outras pessoas pela rede mundial de computadores permite aos meliantes organizar ataques, assaltos, assassinatos, chacinas, queimadas de busão, espancamentos, linchamentos, facadas, execuções, sequestros – tudo aleatoriamente, através de uma amistosa partidinha de “Marvel versus Capcom 2” (a demo, já que a versão definitiva só sai em junho).

CriminalGamer

Agora, vejamos o que podemos tirar de mais estranho nisso tudo:

  • O fato de um condenado, na cadeia, ter acesso a um PlayStation 3, enquanto você tem que pagar por ele (seu trouxa…).
  • O fato da agência se chamar, em forma traduzida, de “Agência de Crimes Organizados Séria“. Me prgunto se tem uma que não seja responsável a ponto de colocar tal adjetivo em seu nome.
  • O fato da SOCA (ui!) cobrir mais de 5000 xilindrós, e ainda assim eles respondem um categórico “Não tem PS3 aqui!” quando questionados.
  • O fato do PS3 também servir para carregar celulares, desde que eles tenham entrada USB (então seu Star-Tac véio não vai servir).
  • O fato de eu ter esquecido que o PS3 também serve para carregar celulares. Nunca mais meu iPhone ficará sem bateria.

Levando essas irrefutáveis considerações em…consideração (^^), fica aqui o alerta: cuidado quando expor alguém à humilhação pública de levar dois perfects seguidos, finalizados com Ultra Combos em uma partidinha de Street Fighter IV – você nunca sabe que tipo de retaliação poderá recair sobre sua cabeça.

The Wanted: Weapons of Fate

thewanted1Baixei na PSN a demo de The Wanted: Weapons of Fate, e sinceramente achei curta demais. Mas um outro fato me chamou a atenção: consultei outros colegas que baixaram a mesma versão demonstrativa e todos, por unanimidade, acharam o negócio muito ruim, de dar pena mesmo. Já a minha opinião foi diferente…será que eu tô facilitando?

Sempre fui conhecido por pegar pesado mesmo naqueles jogos que tinham todos os motivos para serem incontestavelmente maravilhosos – Street Fighter IV é o melhor exemplo – mas agora com The Wanted o quadro se inverteu: concordo quando dizem que os gráficos são feios demais, só um pouquinho superiores ao PS2, e também com alguns momentos em que a jogabilidade parece meio plástica, mas porra, meu…só eu que fiquei interessado? Só eu? Euzinho? Nem unzinho?

Vi análises em portais vendidos conceituados da imprensa dos videogames que o jogo era só elogios, e pela primeira vez na minha vida, achava que estava sendo a favor ao invés de ser costumeiramente do contra. Gozado…qual não foi a minha surpresa ao ver que eu estava de fato nadando contra a maré ao saber que meus colegas de trabalho – e amigos pessoais – não compartilharam do meu gosto.

Aliás, acho que isso dá pauta…vou criar uma enquete perguntando se você curte jogo ruim, e se sim, qual seria…quem sabe não acho alguém que pense igual a mim, né?