Ouvindo: Dark Passion Play

Sei que estou algumas horas atrasado, mas aconteceu tanta coisa que talvez isso seja até justificável, mas vamos lá de qualquer forma.

Dark Passion Play, do Nightwish. Um disco bom. Na verdade, muito bom. A nova vocalista, Anette Olzon, está cumprindo bem a função que outrora era ocupada pela hoje lendária Tarja Turunen. O disco está bem trabalhado, tem ótimos arranjos, uma melodia muito agradável e, ao contrário do que acontece com novos membros de banda já famosa, tem uma química estranha, mas muito bem-vinda, que faz com que cada peça-chave do grupo ache o tempo do restante, chegando ao melhor sincronismo já visto em muitos anos.

Claro que, exatamente como a minha vida, nem tudo são flores e eu sempre tento achar um ponto negativo em tudo (adoro quando posso descer a lenha!). Aqui, tal caso está personificado na figura de Tuomas Holopainen. O tecladista e cérebro do Nightwish declarou, certa vez, que considera Dark Passion Play o melhor trabalho da banda finlandesa. Eu realmente espero que isso tenha sido uma indireta para a Tarja, que está deslanchando em carreira solo com o álbum My Winter Storm, depois de ser demitida da banda (motivos explicados aqui, mas em inglês). Mas se ele falou sério a coisa muda de figura. O disco é muito bom, mas não é nenhum Once. Entretanto, ele ainda continua sendo um gênio.

Não tem como dizer que esse álbum é o melhor dos caras. Já seria um exagero pelo simples fato de não haver possibilidades de comparação com verdadeiras e memoráveis obras, como Oceanborn, do próprio Nightwish. Basta dizer que Anette NÃO É Tarja. São duas mulheres, pessoas, vocalistas completamente diferentes, e Tarja acaba se saindo melhor.
Anette é muito boa, mas ela tem pouca experiência. Já Tarja é cantora lírica desde os dois anos de idade, ou seja, no mínimo treinada ela é. A melhor coisa é dar mais tempo (e mais discos) à nova “frontwoman” dos arcebispos do metal sinfônico. Assim poderemos dizer o que vem rendendo mais frutos.

Apesar de ser todo elogios para a nova vocalista, para mim, a melhor música é Last of the Wilds, faixa completamente instrumental, que mistura o som pesado do metal e da distorção de guitarra, com um violino mais agitado, de ares mais country.

Tuomas, confio em você. Calma que, cedo ou tarde, você vai acertar a mão. Quem sabe o Nightwish não acaba descobrindo o novo Century Child?

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