Separem o joio do trigo. Dá pra ser???

Estava passeando pelos blogs da casa, mais precisamente o do meu chefe, e lendo o post que encabeçava a lista de textos, não pude deixar de raciocinar em cima do que os 20 anos de jornalismo nas costas do Forasta mandam ele escrever: o Brasil se tornou um país de puta paga.

Que me perdoem os mais puristas, antes de tudo: quando digo “puta paga”, não falo simplesmente de dinheiro (nunca se sabe…às vezes é bom explicar). Acho impressionante como em pleno século 21, na era das HDTVs e internet banda larga, ainda vivemos na vã filosofia do Panis Et Circensis – dá qualquer esmola e o Brasil abre as pernas.

O exemplo citado pelo Forasta, como podem ver aqui, caso tenham interesse, é o filme Watchmen, que sai nas telonas em 06 de maio (se não me engano), cujos convites para “conferir em primeira mão minutos inéditos da película” foram distribuídos (até eu recebi, mesmo sem estar no mailing de qualquer ramo de cinema).

Acho engraçado como o povo fala “Caralho, que foda! Meu Deus, esse vai arrebentar!” – me perdoa, Rodolfo. Admito estar tão ansioso quanto para ver o filme, mas será que não estamos tentando pular à distâncias mais longas que as nossas pernas? É uma puta produção, é um puta partidão para filme do ano, mas nunca se sabe – Caso gamer: gozei litros pela demo de Mirror’s Edge, mas o jogo completo exibiu mais defeitos que qualidades.

Essa mania de brasileiro de se contentar com pouco às vezes me mata. É um tal de “se geral acha bom, é porque é” que vela os olhos mais críticos em relação a qualquer defeitinho, por menor que seja, e ofende quando tais malefícios são esfregados na nossa cara.

FIFA 2009 é infinitamente melhor que Pro Evolution Soccer 2009 – duvida? Vai perguntar pra Konami! Foram eles quem admitiram que seu jogo tinha sido derrotado pelo da rival Electronic Arts. E as análises do mundo inteiro confirmam isso. Mas no Brasil, tantas mães foram ofendidas que dá até medo de tocar nesse assunto.

Fã é fã, jornalista é jornalista. O Forasta, ao dizer isso, não quer dizer que somos todos robôs desprovidos de emoção e capacidade de apreciação. O que ele quer dizer é que, quando estamos analisando alguma coisa, temos que expor tudo o que encontramos nela, bom ou ruim. Não dá para ser imparcial – ou o negócio é uma merda, ou não é.

De fato, falta gente pra falar mal no Brasil.

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