Crítica: Se Eu Fosse Você 2

Confesso que nem vi o primeiro, mas se o que minha mulher falou é verdade, é bom eu renovar a carteirinha da locadora. Segundo fontes hiper-confiáveis (again, minha mulher), o segundo está igual ao primeiro. A princípio, pensei que isso poderia ser algo ruim, uma vez que “igual ao anterior” geralmente é o mesmo que “sem evolução nenhuma”. Mas pensei mais um pouquinho (o que anda acontecendo comigo, pelo amor de Deus?) e cheguei à conclusão de que um velho ditado é perfeitamente aplicável aqui: “Em time que está ganhando não se mexe”.

Se Eu Fosse Você 2 (Globo Filmes) traz de volta o casal Cláudio e Helena, vividos respectivamente por Tony Ramos e Glória Pires. Com o casamento em crise, os dois decidem “dar um tempo”, e Cláudio vai morar na casa do amigo beberrão, mulherengo e peidorreiro Nelsinho. Durante uma noitada, a qual Claudio foi apenas para espairecer, é apresentada Carla (Viviane Pasmanter), que bebe todas e tenta a sorte de fisgar o ator mais peludo da TV brasileira. Exatamente nesse momento, contrariando todas as probabilidades do azar, Helena passa de carro e vê a cena. Pensando indevidas besteiras como fazem todas as mulheres Armado o engano, ela opta pelo divórcio, e no meio da encrenca, dentro de um elevador, o estranho fenômeno reaparece e troca os pombinhos de corpo mais uma vez.

A partir daí, começa a chacota. Quer ver Glória Pires acordando de bermuda, toda esparramada na cama com o cobertor 50% no chão e 50% em sua cabeça? Ou você prefere rir com Tony Ramos procurando o banheiro porque “Ai, ele quer fazer xixi, ele quer fazer xixi…ai meu Deus – xixi…” com direito à perninhas trançadas? Apesar de um não estar reproduzindo os trejeitos do personagem do outro (Ela – macho demais e Ele – gay demais), o roteiro fez com que os atores se apegassem mais ao estereótipo dos gêneros, trazendo uma comédia deliciosa, agradável e muito bem feita. Tudo isso envolto em pano de fundo: a filha do casal está grávida. A mãe sabia do namoro, o pai, não.

Aos trancos e barrancos, o final previsível faz a “destroca” de qualquer forma, mas toda a continuidade do filme fazem dessa uma produção quase obrigatória, tanto para quem gosta como para quem não gosta de cinema brasileiro.

Nota: 10

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