Crítica: Velozes e Furiosos 4

velozes_e_furiosos_4Dominic Toretto está de volta. Sim, Vin Diesel retorna à série de carros super-rápidos, enredos mal-formados e roteiro pouco chamativo. E quer saber? Valeu à pena gastar a grana pra ver: sim, o filme é feito no mais puro amadorismo, sem grandes cenas – exceção para as mentiras do tipo “carro que quebra montanhas” – mas pelo amor de Deus: é o Vin Diesel! De volta no papel que o lançou ao estrelato definitivo! E mais: Paul Walker como Brian O’Conner, e ambos retomando a história (não)finalizada do primeiro filme. Isso tem que servir pra alguma coisa pra você, não?

O filme começa na América Central, com Letty (Michelle Rodriguez), Dom (Vin Diesel), dois mexicanos escandalosos e esquentadinhos, e Han (é, aquele que morre no terceiro filme…aquele com drifts, vivido por Sung Kang) voando baixo em um roubo similar àqueles do primeiro filme, mas dessa vez, envolvendo gasolina – coisa que vale ouro em países como Porto Rico e Guatemala. Ação genérica, com uma mega-cena de escapada no final – Toretto passa por baixo da carreta que vem rolando em sua direção…com o carro.

Depois, o pano de fundo começa a se desenrolar: Dom é obrigado a fugir – de novo – por causa da polícia, fechando o cerco. Ele e Letty se separam, e a próxima vez que ouviremos falar da latina baixinha será quando o filme nos comunicar que ela está mortinha, assassinada por uma organização criminosa, um cartel do narcotráfico que se especializou em usar corredores de rua para transporte de cargas “quentes”.

Na linha paralela, Brian, agora reintegrado ao FBI, está investigando Braga, um chefe de cartel do narcotráfico que se especializou em usar corredores de rua para tranporte de cargas “quentes”. Eventualmente, os velhos (ex-)amigos se reencontram, quando Toretto segura um informante pela janela do que, se minha contagem de janelas não estiver errada, corresponde ao sexto ou sétimo andar. A partir daí, a corrida fica não só no asfalto, mas também no esforço de ambos para recuperar a confiança do outro.

O filme inteiro é previsível, e como disse, genérico em sua maioria. Mas não dá para culpá-lo, visto que ele cumpre exatamente aquilo a que se propõe: saindo do cinema, ouvi comentários como “cinema de amador” e “roteiro sem amarras”. Desculpem-me, mas quando é que a franquia Velozes e Furiosos virou candidata ao Oscar? Você não vai encontrar uma obra de arte aqui. O que você verá na telona é um filme feito para as massas, que vive, sim, da popularidade de um ator consagrado que decidiu retornar à franquia depois de dois filmes ausente. Isso não significa que seja ruim. Vi veias de empolgação saltando a cada curva, e isso prova que a coisa toda já é manjada: durante todo o filme fiquei com a sensação de “já vi isso antes…3 vezes antes”, mas me diverti à beça. Claro que haveriam carros explodindo, capotes absolutamente inexistentes e explosões inexplicáveis – o que mais você esperava de um filme regado à gasolina e óxido nitroso?

Apesar dos pesares, Velozes e Furiosos 4 diverte a audiência, mostrando um retorno satisfatório de Vin Diesel à franquia. Já se falam em um quinto, com direito a rumores de que boa parte das cenas serão gravadas aqui no Brasil e sim, ele, Diesel, estará no filme. De longe, o melhor de todos os filmes: primeiro porque retoma a história largada lá na primeira “edição”, segundo porque fecha um ciclo entre Ryan e Dom. Definitivamente vale à pena ver.

Nota: 8,0

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