Review: inFAMOUS

Então…saiu inFAMOUS né? Ele já pode ser encontrado nas principais prateleiras, mas para desespero de alguns e alegria incessante de outros, o jogo é desenvolvido pela Sucker Punch! Studios exclusivamente para o PlayStation 3. Legal, então a Sony está vendendo mais consoles, sonystas fanboys estão felizes e contentes, esfregando esse título na cara dos proprietários de Xbox 360 – os quais ficarão sem esse jogo.

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Recentemente, tive a oportunidade de testar o título pelo MSN Jogos e pela revista EGW (Entertainment + Gameworld), e em uma raríssima ocasião, consegui passar pelo jogo inteiro antes de escrever uma letra sobre ele, o que me ajudou a ter uma idéia definitiva sobre esse jogo valer ou não à pena. Confira o resultado no link abaixo:

inFamous1Esse desenvolvimento da Sucker Punch conta a história de Cole McGrath, um mensageiro ciclista que, durante uma casual entrega, acaba sendo vítima de uma explosão de grandes proporções: o pacote que carregava continha uma bomba chamada “Ray Sphere”. Dito evento deixou o jovem em coma durante oito dias, período este que levou Empire City, a ambientação do jogo, ao mais puro caos: gangues tomaram as ruas, a polícia fugiu para os limites da cidade, e um vírus de épicas proporções infectou o local, fazendo com que o governo norte-americano o isolasse em quarentena por período indeterminado.

Depois do coma, porém, Cole acorda sentindo revigorantes energias dentro de seu corpo: o agora ex-mensageiro adquiriu vastos poderes elétricos, manifestando-os das mais variadas formas, seja por combate, flutuação, bolas de energia restaurando a força da casa quando acabar a luz etc. Entretanto, como qualquer coisa elétrica, ele deverá ficar eternamente longe da água, ficando impossibilitado de nadar, beber ou tomar banho. Em termos resumidos, o cara virou uma bateria humana.

Uma coisa que curti muito em inFAMOUS é o fato de cada pedacinho de história contado nas animações não é feito em cutscene, como se espera de um jogo feito para um console de alta definição: na verdade, ele utiliza um trabalho de arte que o deixa com cara de HQ, mas não aquelas revistas mais infantis. O tom fica mais “Watchmen“…adulto. A narração é feita pela perspectiva do próprio protagonista: Cole conta os fatos enquanto efeitos visuais de transição jogam a sua vista de quadrinho em quadrinho.

Mas o maior trunfo dessa exclusividade da Sony é certamente o sistema de decisões morais: de acordo com certos caminhos que você escolhe seguir, Cole terá um peso representado visualmente em cima de sua escolha – e tais efeitos são assustadoramente bem representados, passando você de herói a vilão em questão de segundos. Apelidado “Karma”, esse sistema é representado por uma série de pontuações que variam de acordo com o que você faz: inimigos derrotados são presos ou executados? Você sabota uma distribuição de comida para entregá-la ao povo ou para manter tudo para si? São escolhas que você deverá fazer, que terão forte influência no desenrolar do jogo.

Notavelmente, tais escolhas também mostram seus efeitos quase que imediatamente: se você for um herói, defensor da justiça e ética, o céu estará azul como os raios que saltam de seus dedos, suas roupas serão brilhantes, sua pele estará corada e as pessoas na rua gritam pelo seu nome em tom de torcida e orgulho. Siga pelo caminho contrário, matando sem se importar com os efeitos colaterais que seus poderes podem ou não causar e seus poderes ficarão vermelhos, o céu ficará escuro e denso, as pessoas o xingarão e atacarão, e suas roupas serão batidas, rasgadas, ao passo que sua pele atinge um tom mais cadavérico, monstruoso.

As missões disputadas são legais, mas poderiam ser bem melhores: em sua maioria, os objetivos de Cole McGrath envolvem derrotar massas incessantes de inimigos que possuem uma mira praticamente perfeita, são super fortes e vêm de todos os cantos possíves. Nada muito variado, a não ser no início do jogo, quando vcê deve fazer tudo o que já foi citado, mas em cima de um trem que se movimenta graças à sua energia elétrica. Completando missões e derrubando inimigos, você ganha pontos de experiência que lhe conferem novas habilidades e um crescimento maior em cada rank: o Karma possui três classificações  tanto para o bem quanto para o mal, e cada uma dessas classificações dá acesso à uma porção de suas habilidades – outro ponto negativo, pois você não consegue usar todos os truques ao mesmo tempo. Isso complica sua vida em certas situações, como por exemplo se você estiver em um lugar isolado. Nesses momentos, é óbvio que você vai querer “soltar os cachorros” sem ter medo, mas isso só é possível de fazer quando você é mal, algo que não é recomendável de ser quando estiver na cidade.

Falando nela, Empire City é enorme, mas não massiva. Pense grande, na medida certa. Isso é especialmente atraente quando você não está cumprindo missões, perdendo tempo apenas para explorar o local. Itens secretos estão espalhados em pontos inacessíveis para um humano normal, mas suas habilidades de flutuação por ondas eletromagnéticas (aquilo que faz o Magneto voar em X-Men). Mas se planar em pleno ar não é bem a sua praia, dá também para correr, saltar, escalar, caminhar e tudo o mais que você consegue imaginar, e que Mirror’s Edge deveria ter sido. Os movimentos são incrivelmente variados, e tão bacanas que você vai querer parar com o jogo principal apenas para brincar com os movimentos e exploração aberta. Outro ponto positivo: não tem loading. As transições entre gameplay e cutscene estão tão bem sincronizadas que você não percebe onde acaba um e começa o outro. Tudo isso graças à qualidade gráfica, que embora genérica e sem grandes inovações, ainda impressiona. O único problema é que com tantos flashes, raios e luzes piscando na tela ao mesmo tempo, alguns jogadores podem ter dores na vista. Então faça o favor de seguir o manual, e sente-se o mais longe possível da TV, tá?

Para um super herói, Cole McGrath poderia ser considerado como “Guerreiro em treinamento”: ele não voa nem corre em alta velocidade, e seus poderes vastos costumam deixá-lo rapidamente sem energia, obrigando-o a recarregar na fonte de luz mais próxima, seja ela uma TV, um poste ou similares. Mas tirando alguns contratempos, esse é definitivamente um jogo que a Sony se orgulha de ter para seu acervo de exclusividades. Não é o mais inovador dos títulos, mas sem dúvida é um dos mais divertidos.

FICHA TÉCNICA
Produção: Sony Computer Entertainment
Desenvolvimento: Sucker Punch! Studios
Gênero: Ação
Plataforma: PlayStation 3
Lançamento: 26/05/2009

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