R.I.P Gary Coleman / 1968-2010

Foi confirmada, agora há pouco, pelo TMZ, a morte do ator norte-americano Gary Coleman. Penso eu que apenas os mais velhos se lembrarão dele: a fama lhe veio através de sua interpretação do personagem Arnold Jackson, na série de comédia estadunidense Diff’rent Strokes (Arnold, ocasionalmente exibido pelo SBT aqui no Brasil). O ator se encontrava internado em um hospital no Canadá com múltiplas lesões corporões não declaradas, embora a causa, segundo o TMZ, seja noticiada como trauma hemorrágico cerebral resultante de uma queda sofrida pelo ator, na qual ele bateu fortemente a cabeça.

Só vim a conhecer Gary Coleman em tempos recentes de minha vida, através, mais uma vez, do SBT. Nunca fui lá muito fã de seriados, mas sempre achei graça no bordão “Que papo é esse, Willis?” – amplamente repetido pelo ator, cujo personagem era uma criança adepta da malandragem infantil, pobre, que, junto do irmão mais velho, vai morar na casa de um rico engenheiro após a mãe dos meninos, empregada doméstica do homem, falecer.

Uma coisa leva à outra e minha curiosidade me levou a pesquisar um pouco sobre o que aconteceu com os atores da série após o fim dela, no meio da década de 1980. Descobri que Gary Coleman era o mais bem sucedido de todos. Apesar de nunca ter conseguido repetir o sucesso obtido com “Arnold Jackson”, Coleman ainda fazia aparições especiais em diversas mídias – outros seriados, filmes e também videogames. Já foi segurança de boate e candidato a cargos governamentais – perdeu todos. Morreu numa injusta eventualidade.

Explico: Gary Coleman podia estar velho, não ter mais aquele ar de criança, apesar do tamanho ser exatamente o mesmo. Mas ele ainda era vívido, participava e sempre que seu nome era citado nas colunas de imprensa, raramente era “mais um na festa”. Coleman, por onde passava, chamava atenção, atraía olhares e comentários – bons e ruins.

Era um cara que ainda tinha muita lenha pra queimar…

Sua amiga Dana Plato (a Kimberly em “Arnold”) morreu depois de destruir muito de sua vida. Foi usuária compulsiva de drogas, consumia barbitúricos (rumores, até, dizem que ela já o fazia durante a exibição da série), atriz pornô, mãe solteira – praticamente tudo de ruim que poderia acontecer a uma mulher, rolou com ela. Já morreu também, mas ela havia chegado ao fundo do poço. Lamentável dizer isso, mas ali não tinha jeito.

No caso de Coleman, ele tentava. Não conseguia, mas se recusava a deixar que coisas ruins levassem o melhor dele. É por isso que, mesmo “conhecendo-o” por pouco tempo, eu o admirava.

Sua morte, espero eu, será sentida.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s