Steve Jobs deixa o comando da Apple. E você com isso?

Foi ontem à noite. Tinha acabado de sair do carro da namorada  (DOIS MESES DE NAMORO! AÊ!), quando a própria me manda uma mensagem dizendo “Amoooooor, Steve Jobs renunciou. Oq vai ser da Apple agora?”. Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi abrir o G1, a Folha e o Estadão – todos em suas respectivas editorias de tecnologia, onde, sem surpresa alguma, figuravam as “capas” dos canais a notícia da renúncia do cara que tirou a Apple da falência.

Eis que, lendo os comentários, pesquei alguns internautas fazendo a mesma pergunta inquirida pela minha amada ali nas primeiras linhas.

E a resposta à essa pergunta não poderia ser outra senão…porra nenhuma.

A grande verdade da situação é que a saida de Steve Jobs era mais do que esperada. Convenhamos, um cara que tirou um tumor maligno letal no pâncreas em 2004 – sucedendo esse processo, posteriormente, com um número incontável de licenças médicas – não poderia mesmo ficar muito tempo na ativa, sem dar a devida atenção à moléstia. Assim sendo, Jobs mandou um iMSick e um iQuit para a galera. Nada mais óbvio até mesmo porque a saida dele da cadeira de CEO não significa que o cara vai deixar a Apple – se você leu a carta de despedida do homem (aqui, em inglês), vê que ele “meio que pleiteia” uma posição na presidência do conselho administrativo. Algo similar foi feito por Ken Kutaragi, o cara que inventou o PlayStation, quando deixou a Sony.

"iQuit" - JOBS, Steve. Sem mais.

"iQuit" - JOBS, Steve. Sem mais.

Antes de mais nada, é importante salientar dois fatores que constituem as maiores preocupações da Apple neste momento: investidores e as ações da empresa. Naturalmente, ambos são interligados, pois o primeiro soca a grana no segundo, que fica mais valorizado conforme a Apple tira mais alguns milímetros do Macbook Air ou então cria a mais nova iCoisa e anuncia ambos como a nova revolução tecnológica vista no keynote do Jobs. Da saida de “Estevão Trabalhos” da cadeira de CEO, só temos um cenário possível (a meu ver, lógico, mas não sou economista – me corrija quem tiver um argumento com mais base e eu atualizo aqui): a tranferência de comando será fluida e sem grandes turbulências. Isso se dá pelo fato de que Jobs planejou tudo isso. Acompanhem: em 9 de agosto, a Apple atingiu um patamar recorde, tornando-se a companhia de maior valor de mercado do mundo. Seu capital superou aquele marcado pela Exxon-Mobil, no fechamento do pregão daquela data, pela NASDAQ. E isso, negada, não é pouca bosta 😛

Pouco antes disso, rumores sobre um suposto anúncio do iPhone 5 começaram a pular nas internétes. Agora, aqui vai uma dica de quem está vendo o mercado corporativo pelo lado de dentro: rumores são bons para uma empresa (quando os rumores são favoráveis, claro…). Seu nome fica no burburinho midiático, sua marca é constantemente citada, um Top of Mind nomeia seus rótulos como um dos nomes mais lembrados pelo público consumidor e assim por diante. Continuando: as ações da Apple – pela simples possibilidade de anúncio de um novo hardware – começaram a se valorizar. Nada mais lógico, tendo em vista que os investidores que citei ali em cima vão querer uma fatia do bolo de um eventual novo iPhone (e meu amigo, iPhone novinho, na prateleira, vende que nem pãozinho quente).

Ainda comigo? Quer tomar uma água? Não? Ótimo, vamos em frente…

Bom, vieram os rumores, vieram os prêmios da economia mundial. Jobs olha tudo isso e fala “Pronto! Aqui, já deu”. Ele sai, entra Tim Cook.

“AH MEU DEUS DO CÉU PQP OH NOES O JOBS SAIU A APPLE VAI FALIR O CÉU VAI FICAR VERMELHO O MUNDO VAI ACABAR UM METEORO VAI CAIR NA TERRA TODOS CHORA DE MEDO PQP”!

Tim Cooke, o novo CEO da Apple, Inc.

Ou não, né? Analisando o histórico da Apple, vemos que, após a cirurgia de retirada do tumor no pâncreas, em 2004, Steve Jobs tirou inúmeras licenças médicas – a maioria, para dar segmento ao tratamento. No lugar dele, alguém tinha que comandar a empresa, certo? E quem ficou no lugar do “homem da maçã”, especialmente em uma licença onde Jobs ficou uns bons 3 meses fora de campo? É, Tim Cook, um cara que já tem experiência como CEO, além de ser um vice-presidente operacional quando “El Jefe” está na casa. Um executivo que foi treinado por Jobs. Um executivo que entrou na Apple por causa de Steve Jobs. O cara foi doutrinado por ele: É O JOBS COM CABELO MAIS JOVEM, GENTE! O resultado, a longo prazo, da saida de Jobs e a entrada de Cook: uma *leve* queda nas ações – algo decorrente de qualquer transição. Quer um exemplo: vai ver o que rolou quando Bill Gates deixou a cabeça da Microsoft (se bem que Ballmer não tá lá essas coisas…). Posteriormente, as ações voltam a subir, tendo em vista o caráter de inovação que a Apple exerce sobre o mercado a cada lançamento de um iCacareco.

Ou você ainda acha que o Android vai tomar o mercado da Apple? Se sim, esse cara e eu lamentamos por você.

[[UPDÊITE: Eu não falei? Tá começando… ]]

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