Existe salvação para Duke Nukem?

Duke Nukem Forever é uma piada das mais sem graças. Pronto. Eu disse.

Talvez eu nem devesse opinar tanto sobre o mercado de jogos, uma vez que agora represento uma empresa e, para o bem ou para o mal, eu tenho que ponderar muito a minha acidez costumeira. Não gosto, mas esse é o preço do capitalismo. De qualquer forma, eu disse, com todas as letras: Duke Nukem Forever é uma bosta sem tamanho ou fedor equivalente.

Esperamos, nós, consumidores, treze anos. Foram treze anos de piadas de mau gosto (“Antes tarde Duke Nukem”??? SÉRIO???), especulações enfadonhas de especialistas imprecisos, além de acompanharmos de camarote um sem número de processos judiciais de marca, propriedade e royalties, até que a Gearbox fez o favor de bater no peito e falar “Peraí! Me dá aqui a criança que eu assumo a bronca agora”.

Treze anos…


…e nos entregam isso?

Não precisei sequer pegar o jogo completo (apesar de tê-lo feito, através do empréstimo de um amigo). Bastou baixar a demo na PSN para ver: o jogo é ruim. Visual mal feito, história fraquíssima e injustificada, saltos de dificuldade sem nenhuma razão – repito: o jogo é ruim.

Mas a notícia mais interessante me chega aos olhos hoje, pela manhã…

A Gearbox, desenvolvedora de Duke Nukem Forever, abriu e divulgou uma pesquisa online, questionando fãs da série protagonizada pelo maior exemplo macho man dos video games sobre o que eles gostaram e não gostaram na mais recente iteração da franquia. Como fã, é claro que eu respondi ao chamado – e isso me deu uma certa esperança para o velho Duke.

A imprensa especializada caiu de pau em cima do jogo (sem trocadilhos), denegrindo-o de todas salvo uma de suas virtudes, o multiplayer relativamente competitivo. Sério, a nota mais alta que vi do jogo foi “3 de 10”, mas confesso que não acompanhei muito das análises uma vez que a unanimidade de opiniões era previsível. Mas algo que notei, revisitando algumas análises seletas, foi o fato de que as reclamações se justificavam com o mesmo argumento:  de que a Gearbox pegou um jogo pela metade e finalizou-o às pressas para conter a espera dos fãs.

Eu concordo com essa linha de pensamento. Convenhamos, não fosse a Gearbox, piadas idiotas como a que citei parágrafos acima ainda seriam uma constante, especialmente para aqueles que obviamente não queria tomar para si a responsabilidade de desenvolver um título enveredado em pendengas jurídicas da casa dos milhões de dólares. Mesmo nos video games, direito de propriedade, produção e imagem são assuntos deveras delicados. Mas, justamente pela demanda dos fãs que cresceram esperando esse jogo chegar às prateleiras, a Gearbox cometeu o pecado da pressa, entregando um material imperfeito, insosso, fraco e sem o mínimo apelo.

Mas será que se pode dizer o mesmo se a Gearbox tivesse a chance de construir algo do zero? Lembre-se: estamos falando da mesma empresa que concebeu praticamente todas as expansões de Half-Life, Borderlands e Brothers In Arms. Não é preciso nenhuma pontuação do Metacritics para saber que os caras sabem fazer o serviço. E se essa pesquisa for um indício de coleta de feedback para mais um jogo “balls of steel“?

Empresas grandes, neste mercado (e em qualquer outro), tem seus altos e baixos: já faz tempo que a Square erra a mão com Final Fantasy, mas eu continuo jogando. Tomb Raider, o próximo, está dando indícios de que vai deslanchar a eterna musa Lara Croft, depois de um sem-número de mancadas da Eidos. Por que seria diferente com Duke Nukem? Pessoalmente, estou otimista…e faz tempo que não me sinto assim 🙂

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