Por que ‘I Am Alive’ pode ser o meu jogo de 2012

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

Meus amigos, por vezes, me acham chato para tratar sobre videogames. É irônico, se você parar para pensar, uma vez que eu vivo disso e, teoricamente, sou a fonte de informação deles para qualquer coisa no ramo. Mas eles raramente estão jogando comigo porque 1) não curto jogar online e 2) não curto jogar online os jogos “da moda”. Em outras palavras, por mais que eu admire, digamos, a Konami (exemplo óbvio pra quem conhece meu currículo), você dificilmente me verá batalhando por pontos em “peladas virtuais”. Não. Minha pegada com os jogos eletrônicos é outra: eu gosto daquilo que te faz pensar, que te obriga a exercitar a massa cinzenta e desenvolver táticas de progresso incomuns.

Por exemplo, eu sempre gostei de Final Fantasy por ter que criar estratégias de combate em turnos on the go – literalmente improvisando à medida que as situações escalassem. Daí, Final Fantasy XIII instituiu o recurso “Auto Battle” e eu fiquei emputecido, já que todo o conceito de estratégia foi às favas, trocado por um simples “aperte-o-X-freneticamente-e-tudo-fica-bem”. Essa mesma cisma com o uso do intelecto nos games também vale para os jogos mais simplistas: um shooter simples como Crysis 2 demanda de certa estratégia para transpor obstáculos, enquanto Battlefield e Modern Warfare punem o jogador mais incauto (tipo aqueles com complexo de Rambo – “sai correndo e atira em tudo que se mexe”) com uma inteligência artificial tenaz, que contra-ataca os pontos fracos do estilo de jogo.

Daí entra em cena I Am Alive

Em 2012, acredito que o título que vá me chamar mais atenção seja I Am Alive, da UbiSoft. Previsto para lançamento no inverno norte-americano (algo próximo do final de fevereiro), o jogo conta a história de um homem comum que, após um incidente cataclísmico que devastou a maior parte do mundo, deixando a raça humana à beira da extinção, volta ao que sobrou de sua cidade natal para tentar se reunir com esposa e filha. Nada muito novo até aqui, ao menos no que tange ao enredo do jogo.

Entretanto, leve em conta que, diante de um holocausto, a primeira coisa de que a humanidade sente falta são recursos de sobrevivência: casas vêm abaixo, comida estraga, água some, doenças se alastram e por aí vai. Assim sendo, a premissa aqui é a de usar seus recursos com sabedoria: é tentador esvaziar um revólver em um punhado de gente que quer te matar com pés-de-cabra e facas, mas se você ficar sem munição, como vai progredir? É mais ou menos isso que o mais novo trailer do jogo explica abaixo:


Como você pode ver no vídeo, qualquer pessoa que você encontre no jogo vai te olhar com desconfiança – e a reação humana natural disso, diante da situação representada do fim do mundo, é justamente eliminar qualquer ameaça em potencial. E o que é mais ameaçador que um homem desconhecido, armado de forma rudimentar e sozinho? Como a premissa do jogo é a sobrevivência por quaisquer meios necessários, vale matar a troco de nada apenas para garantir a continuidade de uma jornada.

Mas, como levantei acima, o uso da inteligência é a melhor arma – e acredito ser isso que o time de desenvolvimento capitaneado pela eterna musa Jade Raymond queira mostrar: é bem mais conveniente convencer seus oponentes de que você está melhor armado, ainda que seu revólver não tenha balas, ou então matá-los de forma a não usar os recursos mais essenciais, como facadas e atirá-los de um precipício. Você se defende ao mesmo tempo que faz economias.

Isso porque, até o momento, só uma parte do jogo foi mostrada. Destinado à PlayStation Network e Xbox Live Arcade (o que significa nada de mídia, puro download), o título pode muito bem se assemelhar às produções em disco: o visual é belíssimo até aqui e a jogabilidade parece ser de uma fluidez extremamente desenvolvida. Sem falar nas possibilidades de exploração – pegar flechas de inimigos caídos, procurar por munição e recursos de sobrevivência em escombros e afins… Tudo isso apenas para indicar que, por mais avançado que o mundo se torne, tudo isso é descartável e pode sumir com um único incidente.

Em outras palavras, I Am Alive pode ser o jogo que vai te educar na sobrevivência em uma selva de pedra destruída…

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