Os funkeiros estavam certos, afinal…

Eu moro na zona leste de São Paulo. Isso, sozinho, significa que tenho que lidar com o funk em uma base cotidiana. Diabos, meu irmão caçula já curtiu muito isso e hoje envereda-se pelas vias do pagode e do samba. Sem querer estereotipar nada nem ninguém, mas é um fato que a maior incidência de funkeiros por metro quadrado reside por estas ermas bandas.

E como um autêntico amante do rock que sou, eu nunca entendi a graça nesse gênero musical (sim, haters, me perdoem, mas mesmo a música que você não gosta também é “música”). As batidas são as mesmas, as letras são, quase que em sua totalidade, iguais nos assuntos que abordam – não há variedade artística nenhuma…e isso me incomoda. Por isso, não escuto.

Mas quando escalamos esse assunto para o ambito de negócios, o business do funk brasileiro (seja ele carioca, paulista, mineiro, gaúcho ou qualquer outro) mostra-se uma força econômica capaz de tudo o que os maiores empresários em outros ramos sonham em atingir: ter um público imediatamente cativado pelo que você faz, ganhando muito bem para isso.

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Sobre a verdadeira genialidade do futebol brasileiro…

Ontem, depois de 25 anos, 11 meses e 356 dias de torcida – boa parte desse tempo, completamente inconsciente -, vi meu amado Corinthians ser campeão. Evidentemente, fui às ruas, acompanhado do meu irmão caçula e um amigo, celebrar. Nao ficamos muito, como você sabe, pois apesar de um bando de loucos, ainda somos proletários e necessitamos pegar no batente na manhã seguinte – meu irmão, em obra (ele é engenheiro civil) e eu, em casa.

Mas, uma vez acordado, obviamente deixaria uma janelinha do browser aberta nas redes sociais para acompanhar comentários – corinthianos e “o resto”. Foi então que me deparei com a imagem aí embaixo (valeu, Rômulo!):

Crédito: Algum usuário do Facebook

Montagem mal-feita à parte (sério…tá feínha, vai…), a descrição da figura serve para enaltecer a verdadeira genialidade de Emerson Sheik, provavelmente o mais malandro do time de malandros. Para mim, ele foi a figura da partida não por ter feito os dois gols que garantiram a inédita taça de campeão da Libertadores, mas por fazer os argentinos do Boca Juniors provarem do próprio remédio.

Não é de hoje que se tem o conhecimento de que argentino se aproveita da cabeça quente brasileira para, nas palavras de Cléber Machado, “catimbar” o jogo. Toma falta, faz pressão no juiz, provoca jogadores brasileiros, que ficam irritados e jogam sem responsabilidade. Já vi times daqui serem destruídos em campo por decorrência de uma ou duas expulsões vindas de brigas óbvias.

Ontem, Sheik tirou proveito disso…

A grande verdade é que argentinos são tão cabeças-quentes (o plural tá certo?) quanto nós, brasileiros. E tal qual nós, eles também são hiper-suscetíveis à provocação. No caso de Emerson Sheik, o argentino Caruzzo, zagueiro do Boca Juniors, provou minhas palavras.

Emerson Sheik provoca Caruzzo (Crédito: Yahoo)

A imagem acima antecede ao momento em que Sheik diz, claramente, a Caruzzo: “quer bater? Então bate aqui, ó!”, apenas para virar o rosto e apontar o local que o argentino obviamente desejava acertar em cheio. E apenas nessas seis palavras é que Sheik mostra uma porção de sua genialidade: se os argentinos podem provocar, por que nós também não podemos? E o resultado é esse aí embaixo:

Não rolou expulsão, não teve quebra-pau, mas note como Caruzzo perde a linha sempre que Sheik chega perto. O atacante corinthiano foi substituído ao final da partida, sabiamente, pois qualquer briga já é suficiente para estragar a mais bela das vitórias.

Parabéns, Emerson!
Parabéns, Corinthians!
Chupa, Matias Caruzzo!
Chupa, Boca!

Aqui é Corinthians, ontem, hoje e sempre!

Novos novos projetos

Rá! Ideias, ideias, ideias! TODOS AGUARDA!

Lembram do The Gamer? Pois é…eu AINDA estou querendo desenvolver o site…o que explica o fato de eu não ter um site/blog pronto, apesar de manter o domínio dele sob minha propriedade por mais uns anos aí…

A novidade é que eu, sacripantas descuidado e teimoso como sou, já matutei mais uns dois sites/blogs que quero levantar. Nestes dois novos casos, que ainda não falo quais serão apesar de uns três ou quatro gatos pingados já saberem do que se tratam, a coisa é um pouco diferente: enquanto o The Gamer é um projeto para se ganhar dinheiro, porém nascido de uma óbvia paixão minha, esses outros dois são nascidos de…duas óbvias paixões minhas 🙂

Tá, tá: a diferença é que pra esses dois eu tô pensando no desenvolvimento por um lado mais empreendedor. Não é só “montar um blog sobre XXXX e escrever”. Eu tô pensando em parcerias potenciais, linha editorial, formato, como divulgar e distribuir conteúdo exclusivo etc. A ideia é fugir do padrão atual, que, pra mim, já não funciona mais.

Enfim, isso explica minha ausência do Arbuladas. Inclusive, o próprio Arbuladas pode virar algo dentro desses projetos…who knows?

Stay tuned, people!

Qual o tamanho do estrago da desinformação?

José Mentor (PT-SP), autor de projeto de Lei que visa banir o MMA

Pensa rápido: até onde vai o estrago causado pela desinformação de quem manda?

Essa é a pergunta que me fiz quando li aqui que deputado José Mentor, do PT de São Paulo (é, aquele da CPI do Banestado), autora um projeto de Lei que visa proibir exibições de “lutas não olímpicas consideradas violentas”, com punição de 150 mil reais para as emissoras – abertas ou fechadas – que descumprirem a norma e possível cassação à concessão de funcionamento (sair do ar, no bom pt-br).

Eu não preciso ser praticante do MMA pra dizer o quão boçal é o PL, uma vez que ele é fruto da mente de um homem que viu as duas únicas lutas exibidas pela Globo e comparou-as à “rinha de galo” (sério? RINHA DE GALO?). E é justamente nesse ponto que quero chegar com a pergunta que abre o texto: qual é o tamanho do estrago causado pela desinformação de quem manda?

Para me ajudar a responder à pergunta, chamei o jornalista d’O Globo, Gustavo “Guga” Noblat, que é um entusiasta do MMA como eu. Já adianto: o post vai ser meio grande.

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O dia em que o iG me citou por causa de um terno de camurça

Tipo isso aí, ó...

Opa, tudo bom? Como anda a vida? A minha tá razoável – acho que tô com gripe e tal…é a vida.

Enfim…

Hoje o papo é meio curto porque o bicho tá pegando na redação, então vamos lá:

1) Sim, eu mudei o layout. Do blog, digo. Na verdade, fiz isso já tem um tempinho aí…mas tô fuçando nele conforme me dá na telha pois tenho coisa melhor pra fazer com a minha vida tenho tempo. Eu queria trocar o header ali…o que seria legal de botar ali, hein?

2) Atualizei a página da minha descrição. Já tem um tempo desde que deixei a assessoria da Konami e voltei à imprensa. Vai clicando por lá que você descobre em que pastos verdejantes estou…pastando 🙂

3) Os caras do ArenaIG querem me tornar famoso: cê viu o Games on The Rocks, o podcast dos caras? Sou citado brevemente em minha epopeia do meu paletó de camurça. É, eu usei um. Vai lá ver o que os caras acharam – adianta pra uns 30 e poucos minutos, logo quando eles começam a baixar o acete em NeverDead. E sim, Caio: dormir com aquela porra é horrível – que dirá ficar bêbado feito um gambá com aquilo.

Acho que é isso…agora vou trabalhar que esse blog não paga as minhas contas. Falô, hein?

“Por que eu não dirijo” ou “Tô bem melhor no meu busão do que você no seu carrão”

Eu digitei "anticarro" no Google e apareceu isso, mas você entendeu, né?

Acho engraçado quando muita gente arregala o olho ao saber que não tenho carro simplesmente porque não quero. Mais engraçado ainda é os olhos dessas mesmas pessoas saltarem das órbitas, a la ‘O Maskara, quando eu vou mais além e afirmo de boca cheia: “Não tenho habilitação”.

As reações são as mais variadas possíveis – embora todas sejam previsíveis: “Mas como assim? Quantos anos você tem mesmo? 25? Nossa! Acho que eu dirijo desde que tenho 18, aprendi com 14…” e por aí vai. A questão é: eu aprendi a dirigir: é a minha experiência no assunto que é parca na melhor das situações – e isso é deliberado. Não faço isso porque não quero fazer. Ponto.

Eu poderia citar um monte de motivos que me fazem não querer sentar atrás de um volante, mas vou me atrelar aos três mais práticos:

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