O dia em que o iG me citou por causa de um terno de camurça

Tipo isso aí, ó...

Opa, tudo bom? Como anda a vida? A minha tá razoável – acho que tô com gripe e tal…é a vida.

Enfim…

Hoje o papo é meio curto porque o bicho tá pegando na redação, então vamos lá:

1) Sim, eu mudei o layout. Do blog, digo. Na verdade, fiz isso já tem um tempinho aí…mas tô fuçando nele conforme me dá na telha pois tenho coisa melhor pra fazer com a minha vida tenho tempo. Eu queria trocar o header ali…o que seria legal de botar ali, hein?

2) Atualizei a página da minha descrição. Já tem um tempo desde que deixei a assessoria da Konami e voltei à imprensa. Vai clicando por lá que você descobre em que pastos verdejantes estou…pastando 🙂

3) Os caras do ArenaIG querem me tornar famoso: cê viu o Games on The Rocks, o podcast dos caras? Sou citado brevemente em minha epopeia do meu paletó de camurça. É, eu usei um. Vai lá ver o que os caras acharam – adianta pra uns 30 e poucos minutos, logo quando eles começam a baixar o acete em NeverDead. E sim, Caio: dormir com aquela porra é horrível – que dirá ficar bêbado feito um gambá com aquilo.

Acho que é isso…agora vou trabalhar que esse blog não paga as minhas contas. Falô, hein?

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“Por que eu não dirijo” ou “Tô bem melhor no meu busão do que você no seu carrão”

Eu digitei "anticarro" no Google e apareceu isso, mas você entendeu, né?

Acho engraçado quando muita gente arregala o olho ao saber que não tenho carro simplesmente porque não quero. Mais engraçado ainda é os olhos dessas mesmas pessoas saltarem das órbitas, a la ‘O Maskara, quando eu vou mais além e afirmo de boca cheia: “Não tenho habilitação”.

As reações são as mais variadas possíveis – embora todas sejam previsíveis: “Mas como assim? Quantos anos você tem mesmo? 25? Nossa! Acho que eu dirijo desde que tenho 18, aprendi com 14…” e por aí vai. A questão é: eu aprendi a dirigir: é a minha experiência no assunto que é parca na melhor das situações – e isso é deliberado. Não faço isso porque não quero fazer. Ponto.

Eu poderia citar um monte de motivos que me fazem não querer sentar atrás de um volante, mas vou me atrelar aos três mais práticos:

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Sua TV tem mais de 55”? Então assista-a sozinho!

Tem uma TV com mais de 55”? Hoje é noite de UFC? Está com o fone na mão para convocar a galera para “aquela” reunião, com petiscos e cerveja?

Seu criminoso detestável do caralho…
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Por um mundo com leitores mais idiotas

Hipocrisia da minha parte criticar comentaristas de textos online, já que este meu breve espaço textual também faz uso de um formulário de interação que eu quero que você use, caralho para que você possa conversar comigo, vira e mexe. Mas, mesmo diante dessa situação irônica, eu não posso deixar de compartilhar contigo: comentários de postagens não valem o pão que comem!

Ok, ok…vou tentar ser justo e não generalizar: comentaristas de blogs mandam muito bem em elucidar um tema e debatê-lo – concordando ou não – com o autor de um texto. Justamente por um blog ser algo mais focado, mais preciso dentro de um único assunto, quem interage é geralmente uma pessoa interessada, o que por sua vez gera uma conversa absurdamente agradável, bem “mesa de bar” mesmo.

Agora, grandes portais tem uma desvantagem, mais uma vez, irônica: é tanta gente acessando que muitas pessoas acabam caindo de pára-quedas nua situação retratada em um texto. Como evangélicos ferrenhos falando sobre como a violência do MMA vai levar os lutadores e todos os seus fãs ao inferno, ou então um artigo “Top 10 Facebook Fails” levando alguém a montar uma teoria da conspiração improvisada ao comparar uma coisa que te deve fazer rir com os problemas que só te fazem chorar – e nós já vimos que fim isso pode levar, não?

Me lembro, certa vez, de ver um tweet de uma pessoa relativamente famosa na rede (acho que era o @cardoso, mas posso estar errado), rechaçando um destes comentários: estávamos na época onde algumas favelas do Rio estavam sendo incendiadas (ou era aqui em Sampa…posso estar errado). Uma pessoa foi lá e mandou a pérola: “engraçado como nenhum desses incêndios fica em áreas de periferia…interessante para alguns” – uma mensagem subliminar fracassada, pois qualquer zé-ruela com um olho estrábico enxerga sua pequena alfinetada na política brasileira e nos esquemas urbanos de segurança. O Cardoso foi enfático ao printar uma busca que ele fez no Google, onde as três ou quatro primeiras ocorrências da busca eram, veja só, incêndios em zonas periféricas de favelas.

Isso só atesta a discrepância entre uma pessoa inteligente, ou minimamente interessada, e uma pessoa que aconteceu de clicar em um link de um assunto cuja compreensão devida lhe foge completamente. Aqui no Arbuladas, temos bastante do primeiro exemplo: a Marinha Luiza, do Wear Sunglasses, falou bem no meu texto sobre a cabeçada do Carlos Nascimento, assim como o meu amigo Vinicius Lima, repórter no blog oficial do PlayStation, no texto da pedrada na cara do Pe Lanza, vocalista do Restart. Esses são só dois que sabem exibir opiniões sem fugir do assunto nem montar teorias sensacionalistas de conspiração.

Em outras palavras: sim, nós sabemos que o Brasil é um país de merda. Sim, nós sentimos vergonha de ver as falcatruas políticas que são cometidas por gente que a gente botou lá em cima. Sim, eu tenho vergonha de saber que, no meu país, os deputados com planos mais coerentes são (gasp!) Tiririca e Romário – o primeiro, um palhaço de circo que respondeu “não sei” para metade dos questionamentos do SEU PRÓPRIO plano de governo; o segundo, um ex-jogador frustrado que já foi em cana por não pagar pensão. Me pergunto se Clodovil seria um destaque na Câmara, estivesse ele vivo.

A questão aqui é: deixa a desgraça para a notícia de desgraça. Se você é uma pessoa triste que não consegue escapar de tantos problemas sócio-políticos por dois minutos e ler um texto cujo mote é só a retratação de um fato ou uma piadinha editorial, pelo amor de Deus, mate-se. Você é de uma letargia que contamina até mesmo o mais otimista dos otimistas com sua aura negra de pessimismo. Se eu abrir o Planeta Bizarro do G1, eu quero mais é ver babaquice inusitada – e não as coisas que todos estamos carecas de saber. Concluindo de forma bem resumida: seja mais panaca consigo mesmo.

“Deixa de ser babaca, Carlos Nascimento” (ou “A caretice nem sempre nos favorece”)

Eu costumo respeitar o jornalismo opinativo. Tem algo nele que destoa dos demais formatos, justamente por mostrar que o repórter, antes de ser o veículo de informação das massas, é humano e tem predileções e vontades. Daí a razão para eu, costumeiramente porém não exclusivamente, dar preferência ao Jornal do SBT. O âncora Carlos Nascimento quase sempre exibe comentários pertinentes em relação aos temas do dia.

Quase…

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Por que ‘I Am Alive’ pode ser o meu jogo de 2012

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

I Am Alive - Créditos: UbiSoft

Meus amigos, por vezes, me acham chato para tratar sobre videogames. É irônico, se você parar para pensar, uma vez que eu vivo disso e, teoricamente, sou a fonte de informação deles para qualquer coisa no ramo. Mas eles raramente estão jogando comigo porque 1) não curto jogar online e 2) não curto jogar online os jogos “da moda”. Em outras palavras, por mais que eu admire, digamos, a Konami (exemplo óbvio pra quem conhece meu currículo), você dificilmente me verá batalhando por pontos em “peladas virtuais”. Não. Minha pegada com os jogos eletrônicos é outra: eu gosto daquilo que te faz pensar, que te obriga a exercitar a massa cinzenta e desenvolver táticas de progresso incomuns.

Por exemplo, eu sempre gostei de Final Fantasy por ter que criar estratégias de combate em turnos on the go – literalmente improvisando à medida que as situações escalassem. Daí, Final Fantasy XIII instituiu o recurso “Auto Battle” e eu fiquei emputecido, já que todo o conceito de estratégia foi às favas, trocado por um simples “aperte-o-X-freneticamente-e-tudo-fica-bem”. Essa mesma cisma com o uso do intelecto nos games também vale para os jogos mais simplistas: um shooter simples como Crysis 2 demanda de certa estratégia para transpor obstáculos, enquanto Battlefield e Modern Warfare punem o jogador mais incauto (tipo aqueles com complexo de Rambo – “sai correndo e atira em tudo que se mexe”) com uma inteligência artificial tenaz, que contra-ataca os pontos fracos do estilo de jogo.

Daí entra em cena I Am Alive

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Sobre uma pedra, uma banda ruim e você…

Pe Lanza (Crédito: Toda Teen Online / Reprodução)

Você sabe qual é a graça de se fazer uma piada? Compreende qual é a magia de fazer alguém rir simplesmente por você falar uma frase?

O segredo de um gracejo é mantê-lo no universo a que ele pertence – uma piada. Por exemplo, eu sempre quis que o Restart acabasse. Detesto como as músicas deles são plastificadas. Detesto as roupas coloridas que eles usam. Detesto como eles nunca assumem que usam, mas sempre dependem do playback em seus shows. Detesto essa filosofia vã e completamente inexistente de happy rock que eles professam. Honestamente, o fim da “banda”, para mim, seria um sinal de que Deus existe e que Ele me ouve.

Mas torcer por algo não significa que eu vá fazer algo. Torço pelo fim do Restart assim como torço pro Corinthians levar um título da Libertadores – algo que, a despeito de não ser fanático por futebol, me faz falta nas chacotas de sãopaulinos afeminados ou palmeirenses – esses sim, agora sem estádio. É apenas a expressão de uma vontade insipiente e atrelada à minha personalidade.

E então vejo isso…


Adiante. Até mais ou menos 3:09. Notou como Pe Lanza (à esquerda, com voz aguda), recua do microfone e, eventualmente, tira até a guitarra? Bom, isso se deu porque o “vocalista” levou uma pedrada no meio das córneas. É, isso mesmo: algum boçal sem o menor respeito pelo trabalho dos outros – bom ou ruim – decidiu que seria divertido atirar uma pedra na cara de alguém, independente do risco de dano que poderia ser causado a essa pessoa (às fãs histéricas, relaxem, ok? O próprio “músico” já confirmou via Twitter que só precisou levar um ponto) – simplesmente pelo seu espírito de porco tê-lo induzido a fazer de uma piada um projeto de reality show. O resultado foi esse aqui, ó (crédito: Luciana Oliveira, fã, via Facebook).

Mas olha só o motivo que o leva ao erro, meu caro idiota:

1) Independente de você ter atirado a pedra, você ainda PAGOU para assistir ao show do Restart
2) Independente da pedra tê-lo acertado, ele ainda continuou o show – e deu uma lição de moral ao seu algoz (ver fim do vídeo)
3) Ele saiu e foi pro hospital se tratar. Você saiu e foi se gabar de uma maluquice, arriscando-se a apanhar da segurança ou, pior, encarar a histeria de fãs twitteiras, que certamente julgam isso uma “puta falta de sacanagem” (elas podem estar mais perto do que você imagina)
4) Sim, Restart é um lixo, mas ao menos os meninos estão trabalhando e se deram bem (o que nos leva de volta ao motivo “1”, já que você está sustentando eles com o dinheiro que gastou no show)

“Ah, Arbulão! Vai dizer que tú nunca tirou um sarro do Restart”?

Porra, e como tirei. Tiro até hoje. E continuarei tirando. Sim, brinquei com amigos tão ou mais metaleiros do que eu que o carinho deveria ser mais forte: que ao invés de uma pedra o correto era jogar um tijolo/cadeira/bloco de concreto/garrafa de vidro/cocô. Mas a questão é que isso não passa de piada. Uma piada, diga-se de passagem, que você, seja lá quem for, acabou de estragar. Agora nem tem mais graça…