Sobre a verdadeira genialidade do futebol brasileiro…

Ontem, depois de 25 anos, 11 meses e 356 dias de torcida – boa parte desse tempo, completamente inconsciente -, vi meu amado Corinthians ser campeão. Evidentemente, fui às ruas, acompanhado do meu irmão caçula e um amigo, celebrar. Nao ficamos muito, como você sabe, pois apesar de um bando de loucos, ainda somos proletários e necessitamos pegar no batente na manhã seguinte – meu irmão, em obra (ele é engenheiro civil) e eu, em casa.

Mas, uma vez acordado, obviamente deixaria uma janelinha do browser aberta nas redes sociais para acompanhar comentários – corinthianos e “o resto”. Foi então que me deparei com a imagem aí embaixo (valeu, Rômulo!):

Crédito: Algum usuário do Facebook

Montagem mal-feita à parte (sério…tá feínha, vai…), a descrição da figura serve para enaltecer a verdadeira genialidade de Emerson Sheik, provavelmente o mais malandro do time de malandros. Para mim, ele foi a figura da partida não por ter feito os dois gols que garantiram a inédita taça de campeão da Libertadores, mas por fazer os argentinos do Boca Juniors provarem do próprio remédio.

Não é de hoje que se tem o conhecimento de que argentino se aproveita da cabeça quente brasileira para, nas palavras de Cléber Machado, “catimbar” o jogo. Toma falta, faz pressão no juiz, provoca jogadores brasileiros, que ficam irritados e jogam sem responsabilidade. Já vi times daqui serem destruídos em campo por decorrência de uma ou duas expulsões vindas de brigas óbvias.

Ontem, Sheik tirou proveito disso…

A grande verdade é que argentinos são tão cabeças-quentes (o plural tá certo?) quanto nós, brasileiros. E tal qual nós, eles também são hiper-suscetíveis à provocação. No caso de Emerson Sheik, o argentino Caruzzo, zagueiro do Boca Juniors, provou minhas palavras.

Emerson Sheik provoca Caruzzo (Crédito: Yahoo)

A imagem acima antecede ao momento em que Sheik diz, claramente, a Caruzzo: “quer bater? Então bate aqui, ó!”, apenas para virar o rosto e apontar o local que o argentino obviamente desejava acertar em cheio. E apenas nessas seis palavras é que Sheik mostra uma porção de sua genialidade: se os argentinos podem provocar, por que nós também não podemos? E o resultado é esse aí embaixo:

Não rolou expulsão, não teve quebra-pau, mas note como Caruzzo perde a linha sempre que Sheik chega perto. O atacante corinthiano foi substituído ao final da partida, sabiamente, pois qualquer briga já é suficiente para estragar a mais bela das vitórias.

Parabéns, Emerson!
Parabéns, Corinthians!
Chupa, Matias Caruzzo!
Chupa, Boca!

Aqui é Corinthians, ontem, hoje e sempre!

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